domingo, fevereiro 26, 2006

entrevista com Bernardo Director da AGAL

Será o benjamim da comunidade virtual do PGL?
João Peres Neira, estudante de Secundário, visita-nos a diário desde a sua morada em Bruxelas


Segunda-feira. Passam uns minutos das 7 da tarde. Estamos dentro do horário de Atendimento Específico do bate-papo. Ouço o sinal sonoro de entrada e deixo momentaneamente a actividade em curso para atender a nova demanda de informaçom. Neste caso, quem entra é alguém com um ar de ser pessoa decidida. Apresenta-se rapidamente e com avidez começa a formular perguntas. Como escreve muito bem, fico com a intriga de saber quem lhe dá ou deu aulas. Trocamos os papeis e quem passa a fazer as perguntas som eu. Assim nasceu esta entrevista.

Estudante de Secundário? Da Corunha? Tu nom estarás a brincar comigo? Asseguro-che que som um “homo rusticus”...

É verdade. Nom estou a brincar. Tenho 15 anos; estudo o Secundário... e som da Corunha.

Com 15 anos e escreves tam bem? Em que centro estudas, no Salvador de Madariaga?, no Eusébio da Guarda? Talvez conheça...

É que eu nom estudo na Corunha. Som da Corunha, mas nom estudo ali. Estou em Bruxelas.

Em Bruxelas?!

Sim. Eu cheguei à Bélgica, por razons familiares, em 1991. Meu irmao tinha 11 anos e eu 5 meses. A mae era funcionária nos julgados da Corunha e agora trabalha para o Conselho de Ministros da UE.

E toda a tua formaçom académica foi realizada na Bélgica?

Tanto meu irmao como eu estudamos na escola europeia de Uccle (Bruxelas I). É umha escola destinada aos filhos dos funcionários europeus. Na verdade, é um laboratório de convívio entre crianças de diferentes nacionalidades (franceses, ingleses, espanhois, gregos, italianos, dinamarqueses, holandeses...). Para nós foi umha grande experiência. Na escola tivemos a sorte de conviver com muitas outras culturas e gentes. O professorado, na ausência de um modelo educativo rígido, seguia um sistema pragmático inspirado da “Institución Libre de Enseñanza”. A nós sempre nos apresentárom a realidade plurinacional da Espanha.

E de aí bem o teu conhecimento da cultura galega? Como foi que entrache em contacto com a nossa língua?

A escola foi um dos factores. O afastamento da família e da cultura própria motivou que o meu irmao se interessasse por tomar contacto com o nacionalismo galego e a súa história. Isso propiciou a leitura dos clássicos da Geraçom “Nós” e a tomada de consciência da dignificaçom galega.
Na escola europeia de Ixelles (Bruxelas III), onde sigo os estudos de secundário, tenho forte ligaçom com outros moços e moças galegos. Tentamos promover entre nós o conhecimento da nossas língua e cultura.

Já entendo: pesquisando na rede... destes com este portal e por ele tomastes conhecimento do reintegracionismo.

Pois nom foi assim. Essa é a segunda parte. Tomamos conhecimento das teorias reintegracionistas graças ao “Curso prático de Galego” do professor Barbosa, editado pela AGAL. O livro foi um presente de Andrea Carbotti, lingüista e tradutor, experto conhecedor da língua galaico-portuguesa.

Dizias que a escola foi um dos factores de aproximaçom à cultura galega. Qual foi o outro? Talvez a família?

A minha família paterna tivo uma grande implicaçom na luita das liberdades. Todos eles eram marcadamente republicanos. Som neto da poetisa e violinista profissional Ana Maria Alvajar.

A filha de César Alvajar, o delegado em Paris da Irmandade Galega e do Conselho da Galiza?

O mesmo.

Agora entendo a tua precocidade... O teu bisavô fundou um jornal republicano com só menos de vinte anos...

Sim. Com dezaoito anos de idade. Em 1939, perante o acoso dos insurrectos, a família foi forçada ao exilio em Paris onde forom enterrados César e a dona.

No começo deste mesmo ano soubemos da morte de Maria Alvajar, que sonhava com repatriar os restos de seus pais...

A Ana Maria sempre foi uma mulher muito comprometida com as liberdades. Morreu o passado 31 de Dezembro e está enterrada no cemitério de Santo Amaro na Corunha.

Ana Maria era irmá de Maria Amparo Alvajar, a esposa de Artur Quadrado M oure?

Era. Maria Amparo nunca voltou à Galiza. Depois de viver por longo tempo na Argentina, voltou à Península morando até ao final dos seus dias na cidade portuguesa de Braga. Viveu assim ao lado da Galiza-Norte à que nunca voltou.

Segundo tenho lido, Ana Maria pediu ser enterrada com a bandeira republicana.
Sim. Levou, por desejo próprio, a bandeira republicana. Ao acto assistiu o Ateneu Republicano corunhês. Foi umha formosa despedida a umha mulher que deixou umha vida marcada por tanto sofrimento familiar. Ela sempre tivo consciência do esquecimento da terra e da língua que defendeu com grande paixom. Por iniciativa do seu filho, Ana Maria decidiu levar para a Corunha os corpos de seus pais (eles estavam enterrados no cemitério parisino Père Lachaise), mas por desgraça nom pudo ver cumprido o seu desejo. Hoje ficam todos reunidos no cemitério de Santo Amaro.

Amigo, agora permite-me que falemos de temas mais agradáveis. Quando te teremos na Galiza?

Em breve. Na Semana Santa. Na escola temos seis períodos de férias, entom aproveito para ir ver a família paterna, que mora na Corunha. Durante o Verao passo algum tempo com a família completa em Louro e em Muros.

Em Louro? Um lugar paradisíaco. Parabéns.

O lugar é pequeno e tem umha praia belíssima. Em Louro escuito um galego que se parece mais ao português... mas às vezes a gente fala-o com muitas palavras em espanhol.

Pois já nos veremos.

Isso espero

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Semana da Galiza em Braga


PGL Portugal.- A Galiza, à medida que se quebraram as fronteiras físicas e monetárias entre os dois lados do rio Minho, tem vindo a criar um fascínio crescente entre as gentes de Portugal, especialmente nos territórios da antiga Gallaecia. Foi este fascínio crescente que levou um grupo de bracarenses a organizar a Semana da Galiza. Organizada pela ATTAC-Braga, associação cívica para a cidadania e para o desenvolvimento associativo, a Semana da Galiza, tem, segundo seus os organizadores, como principais objectivos, fomentar o desenvolvimento dos laços entre o norte de Portugal e a Galiza, divulgar a cultura galega nas terras minhotas, aproximar o movimento associativo, assim como, aumentar o conhecimento mútuo. A realizar em vários locais da cidade de Braga, entre Sábado, 18 de Março e Domingo, 26 de Março, este evento histórico vai ter iniciativas tão variadas como conferências – entre outras, por exemplo, uma sobre o associativismo na defesa da língua - palestras, debates, exposições, música, exibição de curtas metragens, cursos de gastronomia, etc., tentando mostrar em Portugal, um pouco do que é a Galiza de hoje, quebrando assim o véu secular de desinformação/desconhecimento que existe deste lado do rio Minho. A parte social também terá uma forte vertente, sendo o convívio fraterno entre os participantes, galegos e portugueses, uma realidade que se espera e anseia. Para tal estão previstas festas convívio, onde a nossa língua comum poderá vibrar nos sotaques das suas vertentes de aquém e além-Minho. A sociedade civil galega será representada nesta semana, através de músicos, escritores, professores, linguistas, etc. e de várias associações culturais galegas, como A Mesa pola normalización, a AGAL, a AAG-P, o MDL, a Burla Negra, Arredemo e Fala Ceibe. A Semana da Galiza conta com a parceria do Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, da Cooperativa de Ensino A Bogalha, da biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e da Câmara Municipal de Braga, que disponibilizaram espaços e meios técnicos, para a realização dos eventos. Apesar desta semana, tal como explicado acima, ser uma iniciativa de divulgação para portugueses, a organização espera uma forte adesão e presença de galegos e galegas, que serão naturalmente recebidos como irmãos e irmãs. O PGL, estando certo do interesse e enorme valor desta iniciativa, irá continuar a divulgar e a apoiar este evento das mais variadas formas (entrevistas com os organizadores, etc.), e dentro em breve divulgará informações úteis sobre onde ficar (sempre a custos económicos) e como fazer marcações de dormidas.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Portugaliza


Poderiamos definir a Portugaliza como a comunidade cultural, linguística, económica e geográfica que abrange a Portugal e à Galiza. A Portugaliza, como espaço linguístico-cultural e geográfico europeu, enquadra-se, e ocupa, toda a faixa atlântica da Península Ibérica.

«Essa frente atlântica da Península, da Corunha a Faro, que os mais audazes sonham, unida num grande esforço comúm, podia vir a ser um imenso projecto económico-social, uma verdadeira "California" da Europa. Mas seria sempre muito mais do que isso e mais sólido e de mais futuro, porque assente numa base única, forte e homogénea, de ordem cultural e linguística, com enorme poder de atração ao serviço da comunidade mundial dos Países Lusófonos»

Algumas frases a ter em conta...

«As palavras, como os páxaros, voam sobre as fronteiras políticas»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«Mas dentro de Portugal ficou a metade da nossa terra, do nosso espírito, da nossa língua, da nossa cultura, da nossa vida, do nosso ser nacional.»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«É seguro que a Galiza e Portugal se juntarão algum dia»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«...a nossa língua está viva e floresce em Portugal e no Brasil, falam-na e cultivam-na mais de [dois centos] milhões de seres que, hoje por hoje, ainda vivem fora do imperialismo espanhol…»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«Desejo, ademais, que o galego se acerque e confunda com o português»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)

«O galego é um idioma extenso e útil, porque -com pequenas variantes- fala-se no Brasil, em Portugal e nas colónias portuguesas.»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«É perigoso que os espanhóis nos neguem o seu respeito e nos empurrem a extremos que a ninguém convém, pois Galiza, […], pode, mesmo, criar um "perigo português" para Espanha.»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«Nengum galego culto deve consentir que a fala do seu povo -umha fala de príncipes, que ainda é senhora em Portugal e Brasil- seja escrava no pátrio lar, sem direito a ir à escola nem a apresentar-se como igual do castelhano.»
DANIEL R. CASTELAO (1886-1950)
«Para adaptar a nossa literatura aos leitores portugueses temos que admitir a sua ortografia, quer dizer, a hoje válida em Portugal, somente com aquelas modificações (bem pequenas por certo!) que exigem as diferenças da língua. Este caminho já foi seguido polos flamigantes na Bélgica, que houvérom de tomar a ortografia holandesa, o que lhes aumentou de maneira considerável os leitores. Fagamo-lo, pois!»
JOÃO VICENTE BIQUEIRA
«...nunca, nunca, nunca, pagaremos aos nossos irmãos de Portugal o que nos hajam conservado este e outros recordos, e sobre todo, que hajam feito do nosso galego um idioma nacional.»
MANUEL MURGUIA
«Poucos galegos se tenhem precatado do que Portugal é para nós. Portugal é a Galiza livre e criadora, que levou polo mundo adiante a nossa fala e o nosso espírito, e inçou de nomes galegos o mapa do Mundo.»
VICENTE RISCO
«...oh, fala harmoniosa,fala de Breogám!Serás épica tubae forte sem rival,que chamarás os filhosque alô do Minho estám,os bons filhos do Luso,apartados irmãosde nós por um destinoinvejoso e fatal.Cos robustos acentos,grandes, os chamarás,verbo do gram Camões,fala de Breogám!»
EDUARDO PONDAL
«Enquanto exista Portugal nom morrerá, pois, Galiza.»
ANTOM VILAR PONTE
«Galiza tem de considerar a Portugal como baluarte da sua independência espiritual...»
ANTOM VILAR PONTE
«Existe entre o galego e mais o português tam estreita afinidade que quanto mais português é o português e mais galego é o galego, mais vêm a se assemelharem»
RAFAEL DIESTEA
«Do mesmo jeito que os diferentes dialectos do castelhano se escrevem coa mesma ortografia, ainda que a pronúncia andaluza, por exemplo, difere consideravelmente da burgalesa, caberia umha ortografia unificada para o ámbito galego-português, ainda que um falante compostelano, um falante lisboeta e um falante evorense manifestem tamém as suas peculiaridades na pronúncia»
RICARDO CARVALHO CALERO

Siareir@s Galeg@s prepara um DVD do 29 de Dezembro


Siareir@s Galeg@s está preparando o lançamento dum DVD da histórica jornada do 29 de Dezembro no que se incluirám imágens e gravações da manifestação nacional que percorreu as ruas de Compostela para reclamar uma selecção nacional e oficial, do fundo ocupado polo colectivo durante o jogo Galiza-Uruguai, da homenágem popular a Nacho e também do concerto no que miles de pessoas celebramos a re-aparição e a vitória da selecção galega. Será em fim uma valiosso testemunho do que para muit@s foi umha jornada inesquecível.
Nos dias prévios a sua edição anunciaremos na nossa web os pontos nos que estará disponível e o preço de venda ao público que como costumamos com o nosso material, será asequível para garantir a sua distribuição.

sábado, fevereiro 11, 2006

Do Minho a Timor


Dicionário de quase mil páginas condensa o mundo de língua portuguesa
Pedro Vieira / VISÃO nº 672 19 Jan. 2006

Do Pai Nosso em crioulo de Casamansa à estrutura da economia de Moçambique, da maçonaria em Macau à presença judaica em Portugal, tudo o que diz respeito à história, geografia, arte, antropologia, literatura, economia, religiões, espectáculos ou instituições dos oito países de língua portuguesa, sempre apresentados por ordem alfabética (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-- Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), e, ainda, às regiões lusófonas mais importantes (Galiza, Goa, Macau e Casamansa), tem livre-trânsito no recém-publicado Dicionário Temático da Lusofonia. Sob a direcção de Fernando Cristóvão, doutorado em Filologia Românica e antigo presidente do Instituto de Língua e Cultura Portuguesa (actual Instituto Camões), o Dicionário é uma estreia absoluta no género, com edição conjunta da Aclus (Associação de Cultura Lusófona) e da Texto Editores. A obra, que tem mais de 550 entradas e de 350 autores, pode interessar, de modo especial, a políticos, empresários, professores, turistas e jornalistas. A tiragem inicial foi de três mil exemplares e o preço de venda ao público é de €49,50.

Pequena apresentação da iniciativa Galescola


iniciativa Galescola surge como resposta ao problema da escolarização dos nenos e nenas galegofalantes nas cidades galegas. O nosso objectivo principal é criarmos uma rede de escolas onde as nossas crianças possam falar galego numa situação de normalidade.
A associação VOGAL (Viveiro e Observatório de Galescolas) foi constituída para definir e organizar o projecto, colaborar com as Galescolas, e actuar como coordenadora. Prestaremos apoio técnico, jurídico e financeiro, participando no capital social das escolas quando for necessário, e colaboraremos com organismos e associações que prossigam objectivos similares ou complementares.
Queremos criar escolas em regime de cooperativa, democráticas e participativas, oferecendo um ensino laico e de qualidade. As Galescolas serão multilingues, com o galego-português como língua veicular, e promover-se-ão as relações com as culturas lusófonas.
O nosso projecto está aberto a todas as pessoas. Queremos dar uma visão ampla da língua, na sua dimensão internacional, na que todos/as possamos sentir-nos a vontade.
Estamos formando um grupo para o nosso primeiro projecto: uma escola infantil em Vigo. O modelo organizativo será o de uma cooperativa de trabalho associado, que nos permite integrar ao professorado, a mães e pais e à associação VOGAL

Comissão de Publicações da Conselharia da Cultura tenta paralisar publicação de um folheto por figurar «Galiza» como nome do nosso país

Serviço de Tradução da Junta da Galiza, dependente da Secretaria Geral da Política Lingüística, considera que «o nome oficial da comunidade autónoma é Galicia»

Diversos meios informárom dos obstáculos colocados pola Comissão Permanente de Publicações, dependente da Conselharia da Cultura da Junta da Galiza, perante uma iniciativa publicitária da Vice-presidência e a Conselharia da Inovação.Em concreto, o órgao interno encarregado pola Junta para rever lingüisticamente os materiais impressos antes de serem editados, interpretou que um folheto literalmente intitulado «Descubre Galiza» incumpria o «trámite preceptivo» para a autorização, alegando «o critério técnico dos lingüistas». Já antes dessa desautorização, o Serviço de Tradução da Junta da Galiza, dependente da Secretaria Geral da Política Lingüística, tinha emitido um parecer negativo sobre o mesmo assunto, considerando que «o nome oficial da comunidade autónoma é Galicia». O folheto em questão, que foi finalmente publicado apesar da opinião de ambos organismos «técnicos», fai parte de uma campanha dirigida ao público juvenil, por iniciativa das direcções gerais do Turismo e da Juventude, para a promoção de um programa de intercámbio em relação ao Caminho de Santiago. Segundo a Vice-presidência, que dixo desconhecer a existência do citado veto, «a campanha continua avante com grande sucesso de público». Por seu turno, o director geral de Criação e Difusom Cultural, Luís Bará, declarou que «ambos termos [Galiza e Galicia] são duas formas legítimas» considerando a questão como sendo «interpretável». Daí que propugesse serem marcadas umas directrizes que determinem em que casos deve ser obrigatório o emprego do nome «oficial» ―em referência à forma espanholizada «Galicia», e quando é que pode ser empregue a forma galega «Galiza», umha vez que, em sua opinião, «a RAG deixou o termo na ambigüidade». Dá-se a circunstáncia de que os materiais editados pola Junta da Galiza nunca até hoje se caracterizárom polo especial cuidado quanto à qualidade da língua utilizada, o parece conferir ao caso que comentamos um ressaibo nada «técnico» e sim bastante ideológico.

«Versão Original» disponibliza reportagem da RTP acerca do português da Galiza


Inclui extractos de entrevistas a José Posada, Camilo Nogueira, Ângelo Cristóvão e Carlos Figueiras

O Jornal da Tarde da Radiotelevisão Portuguesa emitia em passado dia 1 de Janeiro uma interessante reportagem Associação de Amizade Galiza-Portugal e do Movimento Defesa da Língua. O sítio web da Versão Original disponibiliza desde já o vídeo e áudio dessa informação, para fazer livre descarga.

A reportagem inclui opiniões de José Posada (ex-eurodeputado de Coalición Galega), Camilo Nogueira (ex-eurodeputado do Bloque Nacionalista Galego), Ângelo Cristóvão (Secretário da AAG-P), Rita Silva (Chefe do corpo de tradutores portugueses no Parlamento Europeu), Vasco Graça Moura (eurodeputado do PSD português), Edite Estrela (eurodeputada do PS português), Alejo Vidal-Quadras (Vice-Presidente do P.E. e eurodeputado do PP espanhol) e Carlos Figueiras (Porta-Voz do MDL).

Comunicado do Blogger

Bem-vidos

Bem-vidos ó Blog dos irmaõs Isaac Zas e João Peres. O motivo desta iniciativa é o de informar sob o que acontece na Galiza. Como desgraciadamente moro num entorno castelhanizado, é mais que provável que haja falhas de ortografia nos artigos que serão aqui publicados. No entanto o motivo de tal iniciativa é a nossa ambição para galeguizar e promover o cultivo da nossa lingua já que as acções do nosso governo não vão assim encaminhadas. Lembro simplesmente que esta iniciativa surge por a necessidade que sintem dois irmaõs que moram na Bélxica, afastados geograficamente mais muito perto da consciência do nosso povo para lograr por meio da lingua a dignificação que soio nós podemos atingir. Por meio de este Blog queremos compartir a nossa visão sob a língua galaico-portuguêsa como veículo para a difusão lingüistica perante o isolamento com os outros povos de fala galega no mundo, além disso estamos singelamente convencidos do grande avance que suporia para os galegos se adoptassem o galaico-português. Os fundamentos dos nossos ideais não são outros mais que a verdade histórica e o racionalismo filosófico, essa é a nossa pedra angular sustentada pela tolerância e o humanismo. Queremos invitar a gente a colaborar com as suas ideias neste foro para promover a modernidade e o progresso da Galiza e os galegos no pais e no mundo.